Gatos e o acesso à rua: certo ou errado?

                  Todo mundo que tem um felino em casa sabe o quanto o comportamento exploratório faz parte de suas características comportamentais. Muitos tutores tem o hábito de permitir algumas voltinhas do bichano pelas redondezas com o objetivo de oferecer uma oportunidade do animal de demonstrar seu comportamento natural, porém não tem ideia do quanto isso pode ser prejudicial para a saúde do pet.

                  Quando o gato sai de casa sem guia e supervisão do tutor, ele está exposto a milhares de riscos que infelizmente não temos o controle. Além de brigas com outros animais, tem riscos de atropelamento, envenenamentos, quedas e também de contrair doenças graves como Esporotricose, Aids felina, Leucemia felina, Raiva, Rinotraqueíte e Peritonite Infecciosa felina. Os ectoparatisas e endoparasitas também não ficam de fora, e vale lembrar que algumas dessas doenças são Zoonoses, ou seja, podem ser transmitidas para os humanos da casa!

                  Um outro fator muito importante para ser levado em consideração para evitar o acesso à rua aos gatos é o controle populacional dessa espécie. Com a liberdade de ir e vir, muitos gatos não castrados acabam procriando e gerando vários gatinhos que provavelmente viverão nas ruas, contribuindo ainda mais para a disseminação de doenças.

                  Para contornar essa situação, recomendo fortemente que o tutor faça um esforço e procure “telar” adequadamente sua casa. Hoje em dia encontramos várias empresas que realizam esse tipo de serviço de forma prática, eficiente e segura. Para quem reside em apartamento isso fica mais fácil, porém mesmo para as pessoas que moram em casas podemos encontrar uma maneira de deixar os bichanos protegidos para o lado de dentro.

                  Em relação ao comportamento exploratório e gasto de energia, podemos solucionar esse problema realizando  atividades dentro de casa através de Enriquecimento Ambiental, que nada mais é do que fornecer ao animal estímulos físicos, sensoriais, cognitivos e sociais,  de modo que ele possa expressar seu comportamento natural e reduzir assim o estresse causado pela restrição à rua.